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25.10.11

Revolução Russa


Consulta a estrutura do trabalho desenvolvido na aula, sobre o tema da Revolução Russa.

18.10.11

Orientações de estudo para a ficha de avaliação

Explicar a liderança generalizada da Europa no início do séc XX:

Identificar os países europeus mais poderosos e industrializados.

Relacionar o crescimento do imperialismo, com o desenvolvimento do capitalismo industrial e financeiro.

Explicar o interesse da Europa pelo continente africano na 2ª metade do século XIX.

Relacionar o projecto português de ocupação territorial (Mapa cor-de-rosa), com a Conferência de Berlim.


A Iª Guerra Mundial

Identificar os principais pontos de tensão nacionalista na Europa, nas vésperas da guerra.

Identificar os dois blocos em confronto e os principais países que os constituem.
Compreender as rivalidades existentes entre as principais potências europeias.
Relacionar o aumento da tensão internacional com a corrida aos armamentos.

Explicar o início e generalização do conflito armado.

Localizar as principais frentes de batalha.
Distinguir as fases da "guerra de movimentos " e da " guerra de posições".
Descrever as principais alterações na correlação de forças internacionais em confronto a partir de 1917.
Identificar as principais alterações do mapa político da Europa e do Médio Oriente.
Reconhecer a importância e os objectivos da criação da Sociedade das Nações.
Avaliar os custos humanos e materiais da 1ª guerra mundial.

8.10.11

Conceitos: Imperialismo e Nacionalismo

Nacionalismos
As rivalidades económicas e territoriais entre as diferentes potências europeias fomentam e são fomentadas pela propaganda das ideologias nacionalistas.
O Nacionalismo é uma ideologia que defende a superioridade nacional, exaltando a cultura, a língua e o património de cada nação. Quando exacerbado, o nacionalismo pode ser também uma forma de racismo pois sustenta a superioridade da raça sobre a das outras nações.

Nos inícios do século XX, a Europa vai assistir à proliferação das ideias nacionalistas em diferentes países. Na verdade, são os próprios Estados a fazerem a defesa e a divulgação destas ideologias, através da propaganda. A propaganda nacionalista servia-se da imprensa e de outras instituições nacionais, como as escolas, para a difusão de canções, poemas e artigos com ideais patrióticos, com a exaltação das virtudes nacionais e da superioridade nacional, em relação aos países.

Na defesa do nacionalismo, os Estados faziam por inculcar, no povo, o sentimento de ódio em relação aos outros países, bem como, a defesa do militarismo, ou seja, a defesa da necessidade de um exército forte enquanto bem necessário à manutenção da superioridade nacional.
 
 
Imperialismo
Política europeia de expansão territorial que se realiza através da ocupação efectiva das colónias africanas e asiáticas e se traduz no domínio social, político, cultural e económico dos povos nativos.

Com base nesta política, nos finais do século XIX, as principais potências europeias controlam impérios coloniais mais ou menos vastos que complementam a sua economia. Assim, as metrópoles europeias investem os seus capitais nas colónias e controlam as suas matérias-primas. As colónias são importantes, ainda, para receber os produtos industriais da metrópole e os seus excedentes populacionais.

5.10.11

A questão do "Mapa Cor-de-Rosa"

O MAPA COR-DE-ROSA

O chamado Mapa Cor-de-Rosa era o documento que representava a pretensão de Portugal exercer a soberania sobre os territórios que ficavam entre Angola e Moçambique.

A disputa com a Grã-Bretanha sobre estes territórios deu origem ao ultimato britânico de 11 de Janeiro de 1890, a que Portugal cedeu, com os consequentes danos para imagem interna e externa do governo monárquico português.

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO

Face ao crescente interesse das potências europeias por África verificado no final do século XIX, ficou evidente que Portugal deveria também definir nova política africana, já que a crescente presença inglesa, francesa e alemã naquele continente ameaçava a tradicional hegemonia portuguesa nas zonas costeiras de Angola e Moçambique.

Baseando-se no chamado direito histórico e alicerçado na primazia da ocupação europeia, Portugal reclamava vastas áreas do continente africano, embora, de facto, dominasse apenas feitorias costeiras de reduzida ou nula influência no interior.

A partir da década de 1870, contudo, ficou claro ser o direito histórico insuficiente e que a efectiva presença portuguesa no interior seria, essa sim representando uma verdadeira ocupação, justificação para uma reclamação do direito sobre estes territórios. Para tal, começaram a ser estabelecidos planos destinados a promover a exploração do interior africano. Em 1877 foi lançado, por João Andrade Corvo, um conjunto de iniciativas de exploração destinado a conhecer a zona que separava as colónias de Angola e Moçambique, que levaram as bem conhecidas expedições de Hermenegildo Capelo, Roberto Ivens e Serpa Pinto, integradas numa nova estratégia portuguesa para o continente africano, que privilegiava a ocupação efectiva através da exploração e colonização em detrimento dos simples direitos históricos.

A GÉNESE DO MAPA COR-DE-ROSA

Predominando ainda em Portugal a visão colonial que assentava nos direitos históricos, o governo português, de forma talvez pouco realista, começou por reclamar vastas áreas do continente africano, entrando em choque com os interesses das grandes potências europeias, o que levou a um agudizar de tensões, enquanto eram desenvolvidos esforços para a ocupação efectiva do território.

É neste contexto, que a Sociedade de Geografia de Lisboa, defendendo a necessidade de colocar uma barreira às intenções expansionistas britânicas, que pretendia estabelecer o domínio sobre um território ininterrupto que ligasse o Cairo, no Egipto, à cidade do Cabo no extremo meridional da África do Sul, preparou-se para assumir o controlo no interior de África uma zona de influência portuguesa, definida num mapa como uma ampla faixa da costa à contra-costa, ligando Angola a Moçambique. Nascia assim aquilo que viria a ser chamado de Mapa Cor-de-rosa.

Em 1884 a aceitação unilateral por parte da Grã-Bretanha das reivindicações portuguesas ao controlo do rio Congo, levou ao agudizar das tensões com as potências europeias rivais, o que conduziu à convocação de uma cimeira internacional, a Conferência de Berlim (1884-1885), destinada a resolver os múltiplos conflitos existentes e a fixar as zonas de influência de cada potência em África. O resultado foi a partilha do continente africano entre as potências europeias e o estabelecimento de novas regras para a corrida à África.

Portugal foi o grande derrotado da Conferência de Berlim pois, para além de assistir à recusa do direito histórico como critério de ocupação de território, a 11 de Janeiro de 1890 a Grã-Bretanha, o nosso mais velho aliado, exige a retirada portuguesa de todas as zonas em disputa (os territórios entre Angola e Moçambique), sob pena de serem cortadas as relações diplomáticas. Portugal protestou mas, isolado e sem quaisquer apoios internacionais, restou-lhe apenas ceder e recuar. Era o fim do «mapa cor-de-rosa».


Retirado de http://africanomundo.blogs.sapo.pt/3041.html
Explica sinteticamente o que foi a questão do mapa-cor-de rosa e o ultimato a Portugal, dai resultante
(os vossos comentários só aparecem publicados depois do professor efetuar a respetiva moderação).