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17.10.10

Orientações de aprendizagem

SEGUE AS ORIENTAÇÕES E PREPARA A TUA FICHA DE AVALIAÇÃO

Explicar as razões do atraso económico de Portugal, especialmente agrícola, no século XIX
… Instabilidade política / Atraso da agricultura

Identificar as principais tentativas de modernização da economia portuguesa:
Modernização agrícola e incremento dos transportes.

Relacionar estas medidas modernizadoras com a acção de Fontes Pereira de Melo

Avaliar os aspectos positivos e negativos destas medidas modernizadoras.
Modernização do país / Endividamento externo

Compreender as consequências sociais resultantes da situação económica portuguesa.
Ruina dos pequenos produtores / forte emigração / crescimento da burguesia e do operariado

Explicar os motivos da supremacia económica da Europa no início do séc XX:
Domínio industrial, comercial, financeiro e cultural

Identificar os países europeus mais industrializados.
Grã-Bretanha (…)

Compreender o crescimento do imperialismo e conhecer as suas motivações,
Domínio económico, militar, rácico, resolução de problemas sociais

Explicar o interesse da Europa pelo continente africano na 2ª metade do século XIX.
Tomar posse das riquezas existentes

Relacionar a questão do mapa cor-de-rosa, com a Conferência de Berlim e a corrida ao domínio do continente africano

11.10.10

Imperialismo e colonialismo europeu, nos finais do século XIX

Consulta a apresentação disponível neste link e revê os conteúdos leccionados na aula.

19.9.10

Portugal, um país de difícil industrialização

No início do ano lectivo de 2010-2011 vamos começar o nosso trabalho com a revisão de alguns conteúdos abordados no final do ano lectivo anterior. Para isso poderás consultar a informação disponível no link Portugal, país de difícil industrialização.

Correcção do teste diagnóstico

Consulta a correcção do teste de avaliação e faz uma reflexão crítica do trabalho por ti realizado, revendo os conteúdos onde o teu desempenho foi menos positivo.

24.6.10

A República e a Imprensa III



Cidadãos irmanados no espírito da República,

Os nossos detractores, desejosos do regresso ao tempo de vergonha em que a monarquia afundou a Pátria, fazem uma campanha vil para denegrir o nosso jovem regime.
Temos que estar atentos a estas campanhas infames que afrontam os nossos ilustres dirigentes e querem confundir o povo, apelando ao levantamento contra o justo regime que acabámos de implantar, com sofrimento e derrame de sangue, no dia 5 de Outubro.
Porque defendemos uma imprensa livre e a liberdade de expressão não queremos encerrar jornais mesmo quando estes têm um comportamento indigno para o país de liberdade que queremos, mas exorto-vos a que desprezeis a sua leitura e, desta forma, os condenemos a definhar, tal como irão desaparecer deste nosso território pátrio, os adeptos do regime opressor que derrubámos.
Viva a Liberdade, Viva a República!
Texto colectivo criado pela turma do 9º A do Agrupamento de Escolas de Vila Velha de Ródão, recriando um possivel comunicado publicado num jornal republicano.
A imagem da época e o comunicado mostram a atitude republicana face à Imprensa. Comenta estes documentos.

A República e a Imprensa II

“(…) vamos apenas, neste, hoje, espinhosíssimo dever de chronistas imparciaes, reunir todas as indicações que a esta redacção chegam dos sanguinolentos acontecimentos.
Não podem elles ter uma coordenação perfeita, já pela incerteza da sua confirmação, já pelo desordenado momento em que tantas e diferentes versões circulam.”

Diário de Notícias, quarta-feira 5 de Outubro de 1910 (4ª edição)

Avalia as preocupações dos jornalistas envolvidos na cobertura do movimento revolucionário que levou ao derrube da monarquia.

16.5.10

A República e a Imprensa I

A Imprensa Republicana nos finais da Monarquia

Para que se forme uma ideia do temor então manifestado pelos poderes constituídos em relação aos jornais republicanos, o autor explica que, a 11 de Abril de 1910, o Juiz de Instrução Criminal Almeida Azevedo, em carta a D. Manuel II, recomendava ao rei “lembrar aos ministros da guerra e da justiça a conveniência de não permitir a leitura de jornais republicanos nos estabelecimentos do Estado». E acrescentava: «Menciono dois ministérios. Podia referir-me a todos»”.
O Mundo, o jornal “sem medos”, por noticiar muito do que se passava nessa época, inclusive as notícias republicanas, foi várias vezes perseguido e suspenso pela polícia: “O Mundo era pela coragem, vigor, desassombro e admitamos que até despejo das opiniões expressas, o campeão das suspensões; reconhece-o, por exemplo, o Diário de Notícias (…) quando escreve «Ontem foi apreendido novamente o nosso colega O Mundo, a vítima predilecta das perseguições policiais». (…)

A situação de desfavor de O Mundo chegava, mesmo, a extremos que lhe conferiam lugar à parte no panorama da imprensa portuguesa coeva, porquanto este jornal era atingido não só por sucessivas apreensões e censuras, como, até, por «leituras prévias (censura) – estas últimas jamais realizadas contra outro qualquer jornal".

BAPTISTA, Jacinto, Um Jornal na Revolução: “O Mundo” de 5 de Outubro de 1910, Seara Nova, Lisboa, 1996



1 - Mostra a importância da Imprensa portuguesa no processo que desencadeou o fim da Monarquia.