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28.5.08

Portugal: Do Autoritarismo à Democracia

PORTUGAL: DO AUTORITARISMO À DEMOCRACIA

O fim da 2ª Guerra Mundial e a derrota dos regimes autoritários não se reflectiu em Portugal, embora Salazar tenha simulado uma certa abertura do regime.

Situação Económica

O nosso país revelava um atraso profundo ao nível das suas estruturas produtivas:

Uma falta de investimento nas infra-estruturas produtivas;
Estruturas industriais arcaicas;
Uma agricultura a atravessar uma profunda crise:
Grande propriedade (latifúndios);
Proprietários absentistas e que não investem na modernização das propriedades;
Mão-de-obra pouco especializada.

Situação Social

População com péssimas condições de vida;

Salários baixos;
Analfabeta. Forte Emigração


Situação Política

Regime recusa a democratização:
Impõe a censura, a repressão, prisões políticas;
Não legaliza a oposição;
Promessa de eleições livres não cumprida (fraudes eleitorais).

1949 - A oposição democrática une-se à volta da candidatura do general Norton de Matos.

1959 - A oposição mobiliza-se no apoio à candidatura do general Humberto Delgado.


Situação Colonial

A recusa em aceitar a descolonização leva ao início da guerra colonial em Angola (1961), Guiné (1963), Moçambique (1964).
Esta guerra desbaratou recursos materiais e financeiros elevados e teve custos humanos que deixaram marcas de grande descontentamento na população portuguesa.
O problema colonial, sem solução militar, provocou o descontentamento de um sector dos militares (capitães e outros oficiais) e levou à criação do MFA e, consequentemente, ao 25 de Abril.

12.5.08

21.4.08

O Muro de Berlim; Muro da Vergonha


O Muro de Berlim (Berliner Mauer em alemão) foi uma realidade e um símbolo da divisão da Alemanha em dois países diferentes: a República Federal da Alemanha (RFA) e a República Democrática Alemã (RDA). Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes:

* Berlim Ocidental (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América;

* Berlim Oriental (RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.


Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda.

Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.

O Muro de Berlim caiu no dia 9 de Novembro de 1989, acto inicial da reunificação das duas Alemanhas, que formaram finalmente a República Federal da Alemanha, acabando também a divisão do mundo em dois blocos. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria.

In Wikipédia


Conhece algumas das histórias associadas à tentativa de transposição do Muro de Berlim.
http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,2063310,00.html

14.4.08

Reconstrução da Europa e Política de Blocos

A Europa, profundamente arruinada e endividada depois da 2ª Guerra Mundial, foi alvo por parte dos Estados Unidos, de um plano para a sua recuperação: O Plano Marshall. Este visava ajudar a recuperar a economia europeia, reforçar o papel dos EUA como superpotência e evitar o avanço do comunismo.
A URSS recusou aderir a este plano e convenceu os países da Europa de Leste a fazerem o mesmo. Em contrapartida criou com estes países de Leste, o COMECON.
A Europa passava a estar profundamente dividida em dois blocos que procuravam desenvolver-se e cooperar economicamente, militarmente e politicamente.
Esta profunda divisão que se estendeu ao resto do mundo, criou uma situação de grande e permanente tensão militar, ideológica e diplomática que ficou conhecida por Guerra Fria.


9.4.08

Quadro Síntese sobre a 2ª Guerra Mundial


A 2ª GRANDE GUERRA MUNDIAL
Antecedentes
· Fracasso da SDN
· A Grande Depressão dos Anos 30
· O aparecimento dos regimes ditatoriais
· O sentimento de humilhação dos alemães face ao Tratado de Versalhes
· O militarismo e expansionismo dos regimes fascista e nazi
Eclosão do conflito
· A luta pela posse de Danzing (território polaco)
· A Polónia não cede à pressão alemã
· A Alemanha invade a Polónia
· A França e a Inglaterra declaram guerra à Alemanha
Fases da 2ª Grande Guerra
· 1ª fase (1940/1941) – Guerra-relâmpago (Blitzkrieg).
· 2ª fase (1942-1943) – Guerra total [mundialização da guerra].
· 3ª fase (1944-1945) – Vitória dos Aliados.
Consequências humanas
· Genocídio do povo judeu
· Cerca de 60 milhões de vítimas
· Destruição de cidades, indústrias e vias de comunicação.
Consequências políticas
· Formação de duas grandes áreas de influência:
· URSS – [BLOCO DE LESTE]
· EUA – [BLOCO OCIDENTAL]
· Julgamento dos autores dos crimes de guerra [Tribunal de Nuremberga]
· Formação da ONU
Adaptado do manual Cadernos de História 9, Areal Editores

30.3.08

A IIª Guerra Mundial - O Desenvolvimento do Conflito (1)

A 2ª Guerra Mundial surgiu em consequência da política expansionista agressiva da Alemanha Nazi, da Itália e do Japão. Estes três países assinaram um pacto militar que formou uma aliança designada por Eixo.
Pelos meios envolvidos, pela duração e pela violência dos combates, tornou-se o mais mortífero de todos os conflitos.

Para saber mais sobre o conflito consulta o link:




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O Expansionismo Alemão







Hitler saudado no Reichstag após a anexação da Áustria(Março 1938)


O objectivo da política alemã é a defesa e a segurança da comuni­dade racial germânica e a sua multiplicação. Precisamos, por­tanto, de espaço. Apenas através da força podemos resolver este problema. Todavia, a violência implica riscos. As guerras de Fre­derico o Grande, da Prússia, e as guerras de Bismarck contra a Áus­tria e a França foram arriscadas. Aceite o princípio do uso da for­ça, impõe-se responder a duas questões: "Quando?" e "Como?". O rearmamento do exército, da marinha e da força aérea está praticamente concluído. Trata-se de equipamento moderno e efi­ciente. Se esperarmos muito tem­po, arriscamo-nos a ser ultrapas­sados. Por outro lado, o mundo aguarda o nosso ataque e refor­ça as suas defesas, de dia para dia. Enquanto eles constroem as suas barricadas, atacaremos.

Hitler, Declaração aos chefes militares alemães, em 1937